IOF: Economistas defendem uso de fundos para compensar recuo parcial do governo Lula
Especialistas analisam a medida do governo Lula de reverter recursos de fundos para o Orçamento. A proposta visa compensar a queda na arrecadação do IOF e garantir maior controle sobre as despesas públicas.
Uso de Fundos pelo Governo Federal é visto como medida positiva para compensar recuo no aumento do IOF.
O Tesouro Nacional anunciou que R$ 1,4 bilhão dos fundos de garantia voltarão ao Orçamento, compensando parte da perda de R$ 2 bilhões com a taxação de IOF.
Estes fundos, considerados “cofrinhos”, foram criados para dar garantias a operações de crédito e agora podem ser usados como receitas primárias.
O economista Marcos Mendes elogia a medida, afirmando que estabelece um procedimento fiscal correto, apesar de algumas despesas serem extraordinárias.
No entanto, há risco de o Congresso derrubar o aumento do IOF, que poderia arrecadar R$ 20 bilhões este ano e R$ 40 bilhões no próximo. A equipe econômica está buscando alternativas.
Fábio Serrano, do BTG Pactual, acredita que o uso dos fundos compromete a transparência das despesas públicas, mas que o retorno dos recursos ao Tesouro é positivo para reduzir o parafiscal.
Rena Felipe Salto, da Warren, destaca que, embora o resgate de recursos seja positivo, não resolve o problema fiscal, uma vez que o governo já retirou R$ 8,4 bilhões de fundos.
Tiago Sbardelotto, da XP, vê a descapitalização como um movimento correto que melhora o resultado primário do Orçamento, mas ressalta que não é uma solução permanente como o IOF.