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Irã permite retorno de inspetores nucleares da ONU, mas nega retomada total da cooperação

Inspetores da AIEA retornam ao Irã após dois meses de tensões, mas o país nega retomada total da cooperação. O governo iraniano discute novas condições para o acesso às instalações nucleares sob supervisão da agência.

Equipe da AIEA retorna ao Irã

Rafael Grossi, diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), anunciou que inspetores da agência entraram no Irã pela primeira vez desde os ataques de Israel e EUA às instalações nucleares de Teerã, ocorridos há dois meses.

Após uma guerra de 12 dias em junho, o Irã suspendeu sua cooperação com a AIEA, resultando em mais de 1.000 mortes. O cessar-fogo entre os dois países foi estabelecido em 24 de junho.

Grossi revelou em entrevista à Fox News: "A primeira equipe de inspetores da AIEA retornou ao Irã e estamos prestes a reiniciar as atividades". Ele destacou a complexidade das instalações e mencionou as discussões sobre a retomada do trabalho.

Embora o Irã tenha permitido a visita, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que isso não implica uma cooperação total. Um novo acordo com a AIEA ainda está em discussão.

Os inspetores só podem acessar instalações nucleares com a aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional. A futura cooperação promete "uma nova forma".

O porta-voz da Organização de Energia Atômica do Irã, Behrouz Kamalvandi, indicou que a supervisão dos inspetores se dará na usina de Bushehr, sem garantir acesso a locais como Fordo e Natanz.

O anúncio da AIEA coincidiu com negociações de Teerã com Reino Unido, França e Alemanha em Genebra, para evitar a reimposição de sanções relacionadas ao acordo nuclear de 2015, que está estagnado.

O vice-ministro Kazem Qaribabadi enfatizou que é hora dos países europeus "tomarem a decisão correta". Esta foi a segunda rodada de diálogos desde o fim da guerra de junho, que interrompeu as negociações nucleares com os EUA.

O conflito também prejudicou as relações entre Teerã e a AIEA, com o Irã responsabilizando a agência pelos ataques às suas instalações nucleares. Israel afirma que as ações visam impedir o desenvolvimento de armas nucleares, algo que Teerã nega.

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