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Irã usa houthis para minar comércio e recursos de Israel

Ataques aéreos dos EUA aos houthis visam deter ofensivas no Mar Vermelho. O governo Trump reforça a retórica contra o Irã, enquanto observa o impacto das ações na negociação nuclear.

Estados Unidos lançam novos ataques aéreos contra os houthis do Iêmen em 15 de março, em resposta a investidas do grupo extremista contra embarcações norte-americanas no Mar Vermelho.

O presidente Donald Trump responsabiliza o Irã pelos ataques e alerta que ações do grupo terão “consequências terríveis” para o país persa.

Desde o início da guerra civil no Iêmen, o Irã fornece suporte aos houthis, que atacam Israel e a Arábia Saudita. O aiatolá Ali Khamenei nega envolvimento e afirma que os houthis agem por conta própria.

Segundo o professor Antônio Jorge Ramalho da Rocha, o Irã utiliza grupos como os houthis para manter influência em regiões estratégicas, enquanto os professores Bernardo Kocher e José Vitor Pires Tupiná afirmam que os houthis atacam Israel para enfraquecer seu comércio.

Os houthis, sem acordo de cessar-fogo com Israel, permitem que o Irã se beneficie de suas ações. O grupo não tem compromisso com um acordo, existindo somente um ciclo de ataques e retaliações.

A possibilidade de uma trégua é considerada “inviável” devido ao impulso cultural dos iemenitas para atacar Israel.

A abordagem dos EUA mudou sob Trump, tornando-se mais agressiva, e a eficácia dos ataques é questionada devido à tecnologia dos houthis e à localização dos navios americanos.

Além disso, a ofensiva pode complicar as negociações de acordo nuclear com o Irã, embora, segundo Tupiná, as negociações já estivessem em impasse antes dos confrontos.

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