Isenção do IR até R$ 5 mil: veja como oposição e Centrão articulam a aprovação sem taxar fortunas
Líderes da oposição tentam eliminar medidas compensatórias do projeto de isenção do Imposto de Renda, o que poderia gerar um rombo de R$ 100 bilhões no orçamento. Governo e aliados se reúnem hoje para debater o texto e buscar soluções para manter a neutralidade fiscal.
Pressão no Congresso: Após a Câmara aprovar isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, líderes do Centrão e da oposição tentam remover medidas compensatórias do projeto.
Medidas em questão: As proposta incluem a taxação de grandes fortunas, alíquota de 10% sobre dividendos no exterior e cobrança de IR sobre lucros acima de R$ 50 mil.
Impacto fiscal: Retirar essas compensações aumentaria o custo para o governo, que estima em quase R$ 100 bilhões a benesse para a população.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, discutirá o tema em reunião de líderes, na qual o relator Arthur Lira também estará presente. O governo incluiu as compensações para neutralizar o impacto fiscal da revisão do IR, uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Proposta de alíquota: Além das isenções, há alíquotas menores para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
Corte de gastos: Politicos sugerem alternativas que incluam corte de despesas, em vez de aumento de impostos. Há divisão entre os membros do Centrão sobre como proceder.
Clima entre opositores: A oposição se articula para derrubar as medidas compensatórias, considerando isso uma oportunidade de enfraquecer o governo.
Resistência governista: O Executivo mantém firme a posição de não alterar as compensações e espera aprovar o projeto na próxima semana com o mínimo de alterações. O vice-líder Rubens Pereira Júnior afirma que a neutralidade fiscal é "inegociável".
Em resumo, a proposta de isenção do IR para a população mais pobre enfrenta resistência no Congresso, com discussões acaloradas sobre medidas compensatórias e a necessidade de garantia fiscal.