Israel admite que jornalistas mortos em bombardeio a hospital não eram do Hamas
Exército israelense admite que jornalistas mortos não eram membros do Hamas. Ataque ao hospital em Gaza levanta questões sobre a proteção de civis e profissionais de imprensa em zonas de conflito.
Cinco jornalistas mortos no bombardeio de Israel a um hospital na Faixa de Gaza não eram membros do Hamas, segundo investigações do Exército de Israel.
O ataque, que matou ao menos 20 pessoas, visava uma suposta câmera posicionada pelo Hamas, segundo a versão oficial. Seis das vítimas foram acusadas de serem membros da facção, e a investigação continua para esclarecer o processo de autorização do bombardeio e a munição utilizada.
O ataque ocorreu em um dos últimos centros de saúde operacionais na Faixa de Gaza, devastada por 22 meses de bombardeios. As vítimas incluíam jornalistas da Reuters, Associated Press e Al Jazeera.
Testemunhas relataram **dois ataques**: o primeiro atingiu o cinegrafista Hussam al-Masri, e o segundo ocorreu quando socorristas e jornalistas se reuniram no local. A transmissão ao vivo da Reuters foi interrompida no momento do bombardeio.
A União Europeia classificou o ataque como "completamente inaceitável" e ressaltou que civis e jornalistas devem ser protegidos pelo direito internacional.
O Primeiro-Ministro da Alemanha, Friedrich Merz, disse aguardar os resultados da investigação antes de formar um julgamento final sobre o ataque.
Com o incidente, o número de jornalistas mortos no conflito subiu, totalizando cerca de 200 mortes desde o início da guerra, superando o total de mortes no período de 2020 a 2022, com 165 profissionais de comunicação registrados.
Todos os jornalistas, civis e trabalhadores humanitários são protegidos pelo Direito Internacional Humanitário, que proíbe ataques a instalações de saúde.