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Israel amplia operação militar para tomar território maior no sul de Gaza

Ministro da Defesa israelense destaca objetivo de expandir a ofensiva e estabelecer zonas de segurança, enquanto ataques aéreos contínuos resultam em altas fatalidades entre palestinos. A situação humanitária em Gaza se agrava com o bloqueio de ajuda e ordens de evacuação em massa.

Israel intensifica ataques aéreos na Faixa de Gaza, com o objetivo de expandir suas zonas de segurança e eliminar o Hamas. O ministro da Defesa, Israel Katz, informou que a operação requer evacuação em grande escala dos palestinos.

Pelo menos 19 palestinos, incluindo nove crianças, foram mortos em um ataque a uma clínica da ONU, onde famílias estavam abrigadas na cidade de Jabalia. Os militares israelenses alegaram que o alvo era "terroristas do Hamas" escondidos no local.

Além disso, ataques noturnos em Gaza resultaram na morte de mais de 20 pessoas, incluindo crianças e mulheres, e a Defesa Civil recuperou os corpos de 12 vítimas em uma casa em Khan Younis.

Um vídeo da BBC mostra os socorristas e ambulâncias se apressando até a clínica atingida, onde fumaça saia de dois andares desabados.

Os israelenses afirmaram que a ação foi deliberada para atingir um centro de comando do Hamas, com medidas de mitigação para proteger civis. A Unrwa confirmou que um de seus prédios foi atingido, mas sem detalhes sobre vítimas.

A situação é crítica, com Israel expandindo sua ofensiva desde 18 de março, após o Hamas rejeitar uma proposta de cessar-fogo dos EUA. Além disso, a população de Rafah foi ordenada a evacuar, enquanto tensões aumentam sobre uma possível nova ofensiva terrestre.

A ONU e o Fórum de Reféns de Israel expressaram preocupação com a situação, enquanto a humanidade em Gaza se agrava com o bloqueio de ajuda, o mais longo desde o início da guerra. Desde o ataque de 7 de outubro de 2023, cerca de 50.399 pessoas foram mortas em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local.

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