Israel anuncia expansão da operação militar em Gaza para tomar 'grandes áreas'
Israel expande operações militares em Gaza enquanto governo enfrenta pressão interna por situação com reféns. Fórum de Famílias de Reféns se declara "horrorizado" com a decisão, questionando a estratégia de recuperação dos cativos.
Anúncio de expansão militar em Gaza
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou em 2 de outubro a expansão das operações das Forças Armadas na Faixa de Gaza, visando tomar "grandes áreas" do enclave.
Esta decisão ocorre sob forte pressão do governo israelense, frente aos protestos pela situação dos reféns, e pelos avanços do premier Benjamin Netanyahu sobre instituições e o Judiciário.
O Fórum de Famílias de Reféns expressou estar "horrorizado" com a decisão, questionando como a expansão militar ajudaria na recuperação dos reféns.
Katz destacou que o território capturado será adicionado a zonas de segurança e que a operação busca "destruir e limpar a área de terroristas". Ele apelou à população de Gaza para depor o Hamas.
Desde o restabelecimento dos bombardeios, o Ministério da Saúde de Gaza relatou 1.042 mortos e mais de 140 mil deslocados pela violência.
Uma ação militar recente em um edifício da ONU em Jabalia resultou na morte de 19 pessoas, incluindo crianças. Israel alega que o local era usado pelo Hamas para planejar ataques.
Apesar da reativação do combate, Netanyahu apresentou demandas para a Gaza pós-guerra, como a deposição de armas pelo Hamas e controle de segurança pelas forças israelenses.
@Ben Gvir, ministro de Segurança Nacional, foi criticado pela Jordânia por visitar a Esplanada das Mesquitas, considerada uma provocação.
Acusações de execuções de trabalhadores humanitários em Gaza também surgiram, e a organização Médicos Sem Fronteiras alertou sobre a escassez de medicamentos e itens básicos.
Myriam Laaroussi, de MSF, afirmou que a situação em Gaza é uma morte lenta para a população e pede fim imediato ao cerco.