Israel aprova convocação de 60 mil reservistas para tomar Cidade de Gaza
Convocação dos reservistas visa a conquista da Cidade de Gaza, enquanto mediadores esperam resposta de Israel sobre proposta de cessar-fogo. A ofensiva continua a provocar um alto número de vítimas civis e uma crise humanitária sem precedentes na região.
Reservistas de Israel convocados: Aproximadamente 60 mil reservistas serão convocados a partir de quarta-feira (20), após aprovação do plano para tomar a Cidade de Gaza pelo ministro da Defesa, Israel Katz.
A decisão ocorre enquanto mediadores aguardam a resposta de Israel a uma proposta de cessar-fogo, já aprovada pelo Hamas.
Convocações em etapas: A convocação estava prevista para ocorrer em etapas, com um primeiro grupo de 40 a 50 mil reservistas se apresentando em setembro. Contudo, as convocações foram antecipadas.
Em 22 meses de guerra, o Exército israelense tomou quase 75% da Faixa de Gaza, mas a ocupação da Cidade de Gaza é simbólica, pois abrigava a maior parte dos mais de 2 milhões de habitantes do território.
Objetivo do plano: A intenção é desarmar o Hamas e libertar reféns, apesar dos alertas de que a operação poderia colocar a vida deles em risco. Os sequestrados estão sob o domínio do Hamas desde os atentados de 7 de outubro de 2023, que resultaram em cerca de 1.200 mortes, a maioria civis.
Atualmente, cerca de 50 reféns permanecem em cativeiro, com a expectativa de que 20 estejam vivos.
Consequências da ofensiva: A ofensiva israelense resultou em mais de 62 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, e causou o colapso do sistema de ajuda humanitária. O governo israelense nega as acusações de cerco e afirma ter autorizado a entrada de mais ajuda.
Proposta de trégua: O Qatar, atuando como mediador ao lado do Egito e Estados Unidos, está otimista com uma nova proposta de trégua de 60 dias e libertação de reféns em duas etapas. A proposta original foi baseada no plano do enviado americano Steve Witkoff.
Intensificação dos ataques: Tel Aviv continua a intensificar ataques aéreos e operações em Gaza, visando completar a conquista do bairro de Zeitoun e avançar para o bairro Al Sabra.