Israel aprova convocação de 60 mil reservistas para tomar a Cidade de Gaza
Reservistas são convocados em meio a novas negociações de trégua; Israel mantém pressão militar na Cidade de Gaza. A ofensiva busca libertar reféns e desarmar o Hamas, enquanto a população local enfrenta uma crise humanitária.
Tel-Aviv - O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, aprovou um plano para convocar 60 mil reservistas do Exército israelense com o objetivo de conquistar a Cidade de Gaza.
A convocação ocorre em meio a conversas sobre uma possível trégua na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
No início do mês, o gabinete de segurança de Binyamin Netanyahu autorizou um plano militar para:
- Tomar a Cidade de Gaza e campos adjacentes;
- Libertar reféns;
- Desarmar o Hamas.
Em 22 meses de guerra, o Exército israelense controlou quase 75% da Faixa de Gaza, intensificando os ataques terrestres e aéreos nos últimos dias.
O site Walla informou que a divisão 99 está próxima de conquistar o bairro de Zeitoun, com o bairro de Al Sabra sendo o próximo objetivo.
A operação será “progressiva, precisa e seletiva”, com tópicos-chave como:
- Operações em áreas onde o Hamas ainda tem presença militar;
- Operações já iniciadas em Zeitoun e Jabaliya.
Na quarta-feira, 21 pessoas morreram em Gaza devido a bombardeios israelenses. O Exército se prepara para uma operação prolongada até 2026, prevendo que quase 100 soldados possam morrer na ação, totalizando 462 militares mortos desde o início da ofensiva.
A convocação ocorre após o Hamas aceitar uma nova proposta de trégua, que Israel ainda não respondeu oficialmente. Esta proposta envolve:
- Libertação de 10 reféns e corpos de 18 sequestrados;
- Cessar-fogo de 60 dias e negociações para terminar a guerra.
Uma fonte do governo israelense afirma que a política de Netanyahu permanece inalterada, exigindo a libertação de todos os reféns de uma só vez.
Desde o início da guerra, o cerco a Gaza afeta mais de dois milhões de habitantes, que enfrentam uma possível fome generalizada.
O conflito teve início após um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, resultando em mais de 1,2 mil mortos e 250 sequestrados. Atualmente, 50 reféns permanecem em cativeiro, com apenas 20 considerados vivos.
O número total de mortos já supera 60 mil, segundo dados do ministério da Saúde de Gaza.