Israel aprova importante plano de colonização na Cisjordânia ocupada
Construção de novas habitações na Cisjordânia acende polêmica e gera críticas internacionais. ONU e União Europeia pressionam Israel a rever o projeto que pode comprometer a criação de um Estado palestino.
Israel aprova construção de 3.400 casas na Cisjordânia
No dia 20 de setembro, Israel aprovou um projeto para construir 3.400 casas na Cisjordânia, o que, segundo críticos, dividiria o território palestino e impediria a criação de um futuro Estado com continuidade territorial.
Guy Yifrah, prefeito da colônia israelense de Ma’ale Adumim, anunciou a aprovação do planejamento para o bairro E1.
A decisão provocou forte oposição internacional, com pedidos da ONU e da União Europeia para que Israel desista da construção.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, pediu para acelerar a implementação e anexar a Cisjordânia, em resposta a países que pretendem reconhecer um Estado palestino.
A ONG Paz Agora alertou sobre um “plano fatal” que compromete a possibilidade de uma solução de dois Estados para o conflito.
A região abriga cerca de três milhões de palestinos e 500.000 israelenses em colônias, consideradas ilegais pela ONU.
A colonização tem se intensificado, especialmente após a guerra em Gaza iniciada em 7 de outubro de 2023, após ataques do Hamas.
Confrontos entre palestinos, o exército e colonos estão se tornando mais frequentes, enquanto as autoridades israelenses impõem restrições significativas à movimentação dos palestinos na região.
Com informações da AFP