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Israel aprova plano de ministro extremista para 'enterrar ideia de Estado palestino'

Israel aprova construção de mais de 3.400 casas em assentamento na Cisjordânia, desconsiderando críticas internacionais. O plano, assinalado como uma tentativa de eliminar a possibilidade de um Estado palestino, pode agravar a situação geopolítica na região.

Aprovação de Assentamento em Terra Palestiniana

Um plano de assentamento, amplamente criticado, recebeu aprovação final nesta quarta-feira (20). O projeto, liderado pelo ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, prevê a construção de mais de 3.400 casas em Ma'ale Adumim.

Se concretizado, o plano dividirá a Cisjordânia e isolará Jerusalém Oriental, território palestino ocupado. Smotrich afirmou que o projeto significa o fim da ideia de um Estado palestino.

"Estamos finalmente cumprindo o que prometido", disse o ultranacionalista, em referência à reação contra tentativas de reconhecimento da Palestina.

A aprovação se deu por comissão de planejamento do Ministério da Defesa, apesar das críticas internacionais. O Brasil e a Alemanha já condenaram o plano, que viola o direito internacional e mina a solução de dois Estados.

Os planos haviam sido congelados em 2012 e 2020, mas com o apoio dos EUA, Israel retoma a confiança em seus projetos. Obras de infraestrutura podem começar em meses, enquanto a construção de casas está prevista para iniciar em um ano.

A resolução do conflito Israel-Palestina, visando um Estado palestino em Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Gaza, é cada vez mais complicada pela expansão dos assentamentos.

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