Israel ataca subúrbios da Cidade de Gaza e promete prosseguir com ofensiva
Conflito se intensifica na Cidade de Gaza enquanto Israel promete avançar com ofensiva. Moradores enfrentam fome e desespero em meio aos ataques aéreos e bombardeios.
Aviões e tanques israelenses atacaram áreas leste e norte da Cidade de Gaza no último final de semana, destruindo prédios e causando pânico entre os moradores.
Explosões foram ouvidas nas regiões de Zeitoun e Shejaia, enquanto casas e estradas no bairro de Sabra também foram alvos. Muitas famílias optaram por ficar, mesmo com o medo, enquanto outras fugiram.
O exército israelense afirmou que suas forças atuaram em Jabalia para desmantelar túneis de militantes e expandir o controle na área. O plano de Israel inclui a captura total da Cidade de Gaza, descrita como 'último bastião do Hamas'.
O ministro da Defesa, Israel Katz, prometeu continuar a ofensiva, mesmo com a fome declarada na cidade, a qual ele acredita ser necessária para forçar o Hamas a libertar reféns.
O Hamas criticou o plano de Israel, afirmando que ele demonstra falta de seriedade para um cessar-fogo. Um acordo em discussão prevê um cessar-fogo de 60 dias e a libertação de 10 reféns em troca de prisioneiros palestinos.
Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, cerca de 1,2 mil israelenses, principalmente civis, foram mortos. Enquanto isso, aproximadamente 62 mil palestinos já morreram em consequência da ofensiva israelense, conforme informações do Ministério da Saúde de Gaza.
Além disso, a situação humanitária se agrava com a declaração de fome na região, onde 289 pessoas, incluindo 115 crianças, morreram por desnutrição desde o início do conflito. Israel nega tais alegações e afirma ter aumentado a ajuda humanitária.