Israel bombardeia sul de Beirute e mata 4, incluindo membro do Hezbollah
Bombardeio israelense em Beirute provoca quatro mortes e gera tensões entre Israel e Hezbollah. Ataque ocorreu durante celebração do Eid al-Fitr e ameaça reativar o conflito no Oriente Médio.
Forças de Israel matam quatro pessoas em bombardeio nos subúrbios do sul de Beirute, nesta terça-feira (1º), segundo o Ministério da Saúde do Líbano. Entre os mortos, havia uma mulher, e sete pessoas ficaram feridas.
O ataque, que coloca em teste o cessar-fogo com o Hezbollah, visava um membro da milícia, Hassan Bdeir, que foi morto na ofensiva. Esta foi a segunda ação contra a capital libanesa em menos de uma semana.
O bombardeio ocorreu de forma repentina por volta das 3h30 e coincidiu com a celebração do Eid al-Fitr. O Exército israelense afirmou que Bdeir tinha ligações com a Força Quds do Irã e ajudou o Hamas em planos para atacar civis israelenses.
Uma fonte de segurança libanesa confirmou que o alvo tinha responsabilidades ligadas à questão palestina. O fotógrafo da AFP relatou que os últimos andares de um prédio foram destruídos, e ambulâncias estavam na cena como famílias fugiam.
Os ataques ocorrem em um momento de escalada de tensões no Oriente Médio. Em Gaza, Israel reinstaurou bombardeios após uma trégua de dois meses. No Líbano, bombardeios começaram no final de março em resposta a foguetes.
O ataque desta terça foi diferenciado, pois Israel havia dado aviso prévio. Não está claro se os bombardeios rejuvenescem o conflito com o Hezbollah, que causou a morte de pelo menos 3.768 pessoas no Líbano desde 2023.
Parlamentar do Hezbollah, Ibrahim Moussawi, descreveu o ataque como "uma agressão grave", e o presidente libanês, Joseph Aoun, pediu apoio para defender "a plena soberania" do país. O primeiro-ministro, Nawaf Salam, denunciou a violação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.
Ambos os lados se acusam de não respeitar as condições do cessar-fogo, enquanto Israel mantêm posição na região. O Ministro das Relações Exteriores de Israel declarou que o alvo representava "uma ameaça real" e pediu ao Líbano que lidasse com as organizações terroristas.
Os EUA apoiam os ataques, afirmando que "as hostilidades foram retomadas" devido a lançamentos de foguetes a partir do Líbano.