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Israel começa ofensiva para conquistar a Cidade de Gaza e ampliar controle sobre a região

Israel inicia ofensiva militar em Gaza, visando o controle total da região dominada pelo Hamas. A operação, que mobiliza mais de 60 mil reservistas, gera preocupações sobre o impacto humanitário na população local.

Exército de Israel inicia ofensiva na Cidade de Gaza

Nesta quinta-feira, Israel começou sua ofensiva na Cidade de Gaza com intensos bombardeios, visando eliminar o Hamas, que considera o último grande reduto do grupo. A operação, denominada "Carruagens de Gideão II", contará com cinco divisões militares e mais de 60 mil reservistas.

O Exército israelense anunciou que já controla a periferia da Cidade de Gaza. O avanço ocorre enquanto mediadores como Estados Unidos, Egito e Catar aguardam uma resposta de Netanyahu a uma proposta de trégua que permitiria a libertação de reféns israelenses.

O porta-voz das IDF, general Effie Defrin, afirmou que o Hamas está enfraquecido e que as operações têm o objetivo de criar condições para trazer os reféns de volta.

Moradores relatam terror com os bombardeios e a artilharia, enquanto muitos fogem para áreas menos atingidas. A defesa civil de Gaza confirmou que os ataques focam áreas ao noroeste e sudeste da cidade.

O Gabinete de Segurança de Israel, sob Netanyahu, autorizou a tomada militar da Cidade de Gaza, com planos que incluem a libertação de reféns e o desarmamento do Hamas. A ofensiva será gradual e terá distribuição de ajuda humanitária à população civil.

Desde o início do conflito, Israel cercou a Faixa de Gaza, controlando atualmente 75% do território. O general Defrin reportou a eliminação de comandantes e cerca de 2 mil terroristas do Hamas desde maio.

Cruz Vermelha e ONU alertam para crise humanitária

O CICV classificou a intensificação das hostilidades como "intolerável", prevendo mais mortes e deslocamentos. A ONU também alertou que a expansão das operações militares terá um impacto humanitário devastador.

Reação do Hamas

O Hamas criticou a operação como um "desprezo" pelos esforços de mediação e alegou que Netanyahu é o verdadeiro obstáculo para um acordo.

A proposta de trégua inclui a libertação de 10 reféns vivos em troca de um cessar-fogo de 60 dias. Contudo, um alto funcionário do governo israelense reafirmou que a política de liberar todos os reféns simultaneamente permanece inalterada.

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