Israel confirma ataques contra base militar e usinas elétricas no Iêmen
Israel ataca infraestrutura militar dos houthis no Iêmen e defende a operação como necessária para desmantelar atividades terroristas. O governo israelense destaca o uso indevido de instalações civis pelos rebeldes para fins militares.
Forças de Defesa de Israel (IDF) bombardearam, neste domingo, um complexo militar, duas usinas de energia e um depósito de combustíveis em Sana'a, a capital do Iêmen. Os ataques visam instalações supostamente usadas pelos rebeldes houthis.
As IDF informaram que a ação incluiu o ataque a uma base militar onde se localiza o palácio presidencial. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, foram fotografados acompanhando os ataques.
As IDF justificaram o bombardeio, alegando que as usinas de energia visadas (Hizaz e Asar) estavam sendo utilizadas para fins militares. Até o momento, não há informações sobre vítimas decorrentes dos ataques.
O contexto do conflito envolve acusações de que os houthis usam infraestrutura civil para atividades militares, uma justificativa usada por Israel em ataques anteriores a escolas e hospitais na Faixa de Gaza.
Os rebeldes, que são aliados do Irã, frequentemente atacam Israel usando mísseis e drones, apesar da maioria ser interceptada.
Recentemente, uma investigação da Força Aérea israelense revelou que os houthis tinham utilizado munição de fragmentação em um míssil, que se desintegrou em voo, mas não causou vítimas.
A declaração israelense ocorreu após os rebeldes denunciarem que Israel havia atacado uma empresa petrolífera e uma usina de energia em Sana'a, que já havia sido alvo das IDF na semana anterior.