Israel convoca 60 mil reservistas para ocupar Cidade de Gaza
Israel intensifica operações em Gaza com convocação de reservistas, enquanto mediadores buscam um cessar-fogo. O governo condiciona qualquer acordo à libertação total dos reféns mantidos pelo Hamas.
Governo de Israel aprovou plano para tomar a Cidade de Gaza e convocou 60.000 reservistas para a operação.
A medida, do ministro da Defesa, Israel Katz, aumenta a pressão sobre o grupo Hamas enquanto mediadores tentam um cessar-fogo na guerra de quase 2 anos.
O plano, mediado por Catar e Egito, foi apresentado pelo enviado dos EUA, Steve Witkoff, e já conta com aprovação do Hamas. A condição israelense é a libertação de todos os reféns.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ainda não se manifestou, mas condicionou qualquer acordo à soltura simultânea de todos os reféns.
O dirigente do Hamas, Mahmoud Mardawi, destacou que o grupo está aberto a um acordo, mas que a decisão agora depende de Netanyahu.
Nos últimos bombardeios, Gaza reportou 48 mortos e a situação foi classificada como "perigosa e insuportável".
O Exército israelense afirmou estar trabalhando para desmantelar as capacidades militares do Hamas, tentando minimizar danos a civis.
No dia 13 de agosto, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa, general Eyal Zamir, aprovou um plano para novas fases da ofensiva.
As IDF pretendem avançar sobre áreas onde o Hamas acredita retém reféns. Israel afirma que 20 reféns permanecem vivos sob controle do grupo e que o Hamas possui os corpos de outros 30 mortos.
A data e a duração da ocupação da Cidade de Gaza não foram divulgadas. Netanyahu delineou 5 objetivos para encerrar o conflito.
O ataque do Hamas em outubro de 2023 resultou em 1.219 mortes em Israel, a maioria civis, enquanto a ofensiva israelense deixou 62.064 mortos em Gaza, segundo o ministério da Saúde local e confirmados pela ONU.