Israel diz que ataque a hospital em Gaza que matou jornalistas visava destruir 'câmera do Hamas'
Exército israelense justifica ataque ao hospital em Gaza como erro ao mirar supostos militantes. Investigação inicial revela lacunas e acirra indignação internacional.
Israel afirmou, nesta terça-feira (26), que o ataque a um hospital em Gaza, que causou a morte de 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas, foi direcionado a uma suposta câmera de vigilância do Hamas e a militantes identificados.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o incidente como um "acidente trágico." As conclusões iniciais da investigação militar indicam que os ataques ao maior hospital do sul de Gaza foram motivados pela crença de que militantes observavam as forças israelenses.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas reconheceu “lacunas” na investigação, como a falta de informações sobre o tipo de munição utilizada. Não foi explicado o motivo dos dois ataques consecutivos, sendo o segundo realizado após a chegada de jornalistas e socorristas.
Essas revelações surgem em meio à indignação internacional e críticas de grupos de direitos humanos. Manifestantes em Israel bloquearam rodovias pedindo um cessar-fogo para libertar reféns em Gaza.
Embora Netanyahu tenha planejado uma reunião do gabinete de segurança, fontes indicaram que o assunto do cessar-fogo não será abordado. O ataque gerou choque entre defensores da liberdade de imprensa e palestinos, com condenações globais.
Israel também se prepara para expandir sua ofensiva em áreas densamente povoadas no norte de Gaza.