Israel diz que reduzirá tropas no Líbano se Beirute tomar medidas para desarmar o Hezbollah
Israel condiciona a redução de sua presença militar no sul do Líbano ao desarmamento do Hezbollah. A proposta surge após discussões entre o primeiro-ministro Netanyahu e o enviado americano sobre medidas para promover a estabilidade na região.
Israel sinalizou que reduzirá sua presença militar no sul do Líbano se as Forças Armadas libanesas desarmarem o Hezbollah.
O anúncio veio após uma reunião entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o enviado americano Tom Barrack, que trabalha em um plano para desarmar o Hezbollah e retirar as forças israelenses do Líbano.
O gabinete israelense afirmou: "Se as Forças Armadas Libanesas tomarem as medidas necessárias para implementar o desarmamento do Hezbollah, Israel adotará medidas recíprocas."
Não foi especificado se as forças israelenses se retirariam totalmente das cinco posições que ocupam no Líbano. O exército israelense mantém sua presença no sul desde o cessar-fogo em novembro.
O gabinete libanês confiou ao exército a elaboração de um plano para estabelecer o controle sobre as armas até dezembro, desafiando o Hezbollah, que rejeita o desarmamento.
O gabinete israelense considerou a decisão do Líbano como "importante" e declarou que está "pronto para apoiar o Líbano" em seus esforços.
Barrack afirmou que Israel deve cumprir o plano de desarmamento do Hezbollah, o que incluiria a retirada das forças israelenses.
O exército israelense ainda realiza ataques aéreos periódicos no Líbano contra militantes do Hezbollah e suas instalações. Recentemente, facções palestinas entregaram armas às Forças Armadas como parte do plano de desarmamento.