Israel expande ofensiva em Gaza para tomar ‘grandes áreas que podem ser incorporadas às zona de segurança’
Israel intensifica operações militares na Faixa de Gaza após retomada da ofensiva contra o Hamas. Ministro da Defesa destaca objetivos de eliminar infraestrutura terrorista e ampliar áreas sob controle israelense.
Israel expande operações na Faixa de Gaza
Nesta quarta-feira (2), Israel anunciou a ampliação de suas operações militares na Faixa de Gaza, visando tomar “grandes áreas” do território palestino.
Pelo menos 15 pessoas foram reportadas mortas devido a bombardeios israelenses, conforme a Defesa Civil local. A ofensiva foi retomada em março após quase dois meses de trégua, em resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que as forças israelenses buscam “destruir e limpar a área de terroristas e infraestrutura terrorista”, e incorporar áreas a zonas de segurança israelenses.
O Exército de Israel já havia alertado sobre o uso de força total nas operações, e estima-se que 1.042 pessoas morreram desde o reinício dos bombardeios, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.
A Defesa Civil informou que as mortes recentes ocorreram em Khan Younis e no campo de refugiados de Nuseirat. O Exército também pediu a civis para saírem das áreas afetadas pelas operações do Hamas.
Em fevereiro, durante uma trégua, foi anunciado um plano para criar uma agência que facilitaria a “saída voluntária” de palestinos de Gaza, apoiado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. No entanto, a proposta foi amplamente criticada pela comunidade internacional.
O Fórum de Famílias, representando parentes de reféns sequestrados pelo Hamas, expressou preocupação com a intensificação das operações militares, questionando sua eficácia na recuperação dos sequestros.
Os países mediadores, incluindo Catar, Egito e Estados Unidos, estão tentando alcançar um novo acordo de cessar-fogo para facilitar o retorno dos reféns. O Hamas manifestou apoio a uma nova proposta de trégua, enquanto Israel apresentou uma contraproposta.
A guerra até o momento resultou em 1.218 mortos do lado israelense e mais de 50.357 de civis em Gaza, segundo dados oficiais.
Com informações da AFP. Publicado por Victor Oliveira.