Israel expande operações militares em Gaza e ameaça ocupar novas áreas do território palestino
Israel intensifica operações militares na Faixa de Gaza, aumentando o número de ataques aéreos e expandindo sua presença no território. A crise humanitária se agrava com a escassez de suprimentos e protestos contra o governo pelo tratamento dos reféns.
Tel-Aviv - Israel anunciou a expansão de operações militares na Faixa de Gaza, visando tomar “grandes áreas” do território. Desde o fim do cessar-fogo, mais de mil pessoas morreram em ataques aéreos, enquanto os suprimentos para a população palestina diminuem rapidamente devido ao bloqueio.
O ministro da Defesa, Israel Katz, destacou que as operações buscam destruir terroristas e infraestrutura, visando incorporar áreas às zonas de segurança israelenses.
O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu anunciou um novo corredor de segurança para pressionar o Hamas. Este corredor, chamado de Morag, se localiza entre Rafah e Khan Younis e visa aumentar a pressão sobre o grupo terrorista.
Desde a retomada dos combates, testemunhos relatam cenas de corpos empilhados em hospitais. Apenas nesta quarta-feira, pelo menos 13 pessoas morreram em Khan Younis e 19, incluindo crianças, em Jabalia.
Após a retomada dos ataques, o Fórum das Famílias dos Reféns criticou a declaração de Katz, questionando se o governo estava sacrificando reféns por terras. Mediadores como Catar, Egito e EUA estão buscando um novo acordo de cessar-fogo para a liberação dos 59 reféns restantes, com a expectativa de que 24 ainda estão vivos.
Netanyahu indicou que o Hamas poderia renunciar ao controle de Gaza se entregasse suas armas. Enquanto isso, a crise humanitária se agrava: o Programa Mundial de Alimentos alerta que os últimos suprimentos acabarão em breve, e padarias em Gaza foram forçadas a fechar.
A Israel também alega que a ajuda é desviada pelo Hamas, mas as agências humanitárias, incluindo a ONU, contestam essa afirmação, enfatizando a falta de suprimentos.