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Israel faz operação terrestre em Gaza após fim do cessar-fogo

Israel reocupa corredor estratégico na Faixa de Gaza após fim do cessar-fogo com Hamas. A medida intensifica tensão na região, levantando protestos em Tel Aviv e pressões internacionais.

Israel reocupa corredor estratégico na Faixa de Gaza

Um dia após o término do cessar-fogo, Israel lançou ataques aéreos à Faixa de Gaza e reocupou o corredor de Netzarim, crucial para o controle militar na região. O corredor havia sido desocupado durante a primeira fase do cessar-fogo, iniciado em 19 de janeiro.

As tropas israelenses agora estão posicionadas para ações terrestres, possivelmente incursões. Israel também controla o corredor de Filadélfia, que separa o sul da faixa do Egito.

O Hamas usou a presença israelense no corredor como uma justificativa para não avançar no cessar-fogo proposto pelos EUA. Do lado israelense, a principal reclamação é a demora na liberação dos reféns capturados em 7 de outubro; 59 reféns, possivelmente 24 ainda vivos.

O premiê Binyamin Netanyahu enfrenta protestos internos por parte de familiares dos cativos e foi condenado internacionalmente pela violação do cessar-fogo. A pressão interna resultou em uma redução na intensidade dos ataques aéreos, que deixaram 14 mortos nas últimas 24 horas, totalizando 430 mortos desde o recomeço dos ataques.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, o número de mortos palestinos chega a 49.547. O ataque inicial em 7 de outubro resultou em cerca de 1.200 mortos em Israel.

O Hamas demonstrou disposição para negociar com Israel, embora sua capacidade militar tenha sido severamente reduzida no conflito, assim como sua rede de apoio na região.

Além disso, o Hamas e o Hezbollah, apoiados pelo Irã, foram desarticulados militarmente, e a liderança síria, foco logístico, foi destituída. No entanto, os houthis do Iémen permanecem ativos.

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