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Israel ignora protestos e apelos internacionais e usa tanques para bombardear arredores da Cidade de Gaza

A invasão dos tanques israelenses coincide com manifestações em Israel pedindo o fim do conflito e aumenta a pressão internacional sobre o governo Netanyahu. A situação em Gaza se agrava, com um número crescente de mortes e uma crise humanitária severa.

Tanques israelenses invadiram a Cidade de Gaza durante a noite, destruindo casas e forçando moradores a fugir, de acordo com testemunhas.

A ação começou após milhares de pessoas protestarem em Israel pelo fim da guerra em Gaza e com a crescente pressão internacional sobre o governo de Benjamin Netanyahu, após um ataque a um hospital que matou 20 pessoas.

Os tanques entraram no bairro de Ebad-Alrahman, bombardearam casas e feriram várias pessoas.

Moradores relataram: "Ouvimos os tanques e vimos pessoas fugindo".

Uma nova ofensiva israelense é esperada, com o governo afirmando que a Cidade de Gaza é o último bastião do Hamas. Metade dos 2 milhões de habitantes do enclave está na cidade, e Israel planeja instruir a população a fugir.

  • Líderes religiosos decidiram permanecer, afirmando que fugir seria uma "sentença de morte".
  • O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, anunciou uma reunião sobre Gaza na Casa Branca, com expectativa de resolução até o final do ano.
  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reunirá com o Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar.

Tanques israelenses recuaram para a área de Jabalia, mas bombardeios em subúrbios a leste, como Shejaia e Zeitoun, continuam.

Autoridades de saúde de Gaza reportaram pelo menos 20 mortes, incluindo uma menina de quatro anos.

O exército israelense alega que suas operações visam "desmantelar infraestrutura terrorista". O governo anunciou a morte de Mahmoud Al-Aswad, um líder do Hamas, embora o grupo não tenha confirmado.

Netanyahu enfrenta oposição crescente. Milhares em Israel pedem o fim do conflito e a libertação de reféns mantidos pelo Hamas.

A guerra começou em 7 de outubro de 2023, com ataques do Hamas, resultando na morte de 1.200 israelenses e 251 reféns. A resposta militar de Israel causou mais de 62 mil mortes palestinas.

A crise humanitária no enclave forçou o deslocamento quase total da população, e o Ministério da Saúde de Gaza reportou 313 mortes por desnutrição e fome desde o início da guerra, números contestados por Israel.

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