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Israel insiste em acordo que liberte todos reféns; resposta oficial deve vir até sexta-feira

Israel rejeita proposta de cessar-fogo até que todos os reféns sejam libertados, enquanto mediadores aguardam resposta oficial. A continuação dos bombardeios em Gaza levanta preocupações sobre o impacto humanitário da guerra em curso.

Israel continua a exigir um acordo que libere todos os reféns sequestrados em Gaza, segundo um alto funcionário do governo.

O Hamas aceitou uma nova proposta de cessar-fogo, mediada por Egito, Catar e Estados Unidos, que aguarda a resposta oficial de Israel.

O Catar se declarou otimista, considerando a proposta “quase idêntica” à versão anterior, que prevê uma trégua de 60 dias e a libertação de reféns em duas etapas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Mayed al-Ansari, afirmou que “é um ponto positivo”, embora não represente um avanço decisivo.

Um alto funcionário israelense reafirmou que Israel “não mudou” sua política e mantém a exigência de libertar todos os reféns, conforme as diretrizes do premiê Binyamin Netanyahu.

A resposta de Israel à proposta deve ser anunciada “antes do final da semana”. A proposta inclui a libertação de 10 reféns vivos e devolução de 18 corpos em troca do cessar-fogo.

Durante este período, a questão do desarmamento do Hamas será debatida.

Alguns ministros israelenses de extrema direita, como Itamar Ben Gvir, alertaram para uma “tragédia” se Netanyahu “ceder ao Hamas”.

A guerra foi iniciada em 7 de outubro de 2023, após um ataque do Hamas que resultou na morte de 1.219 pessoas e no sequestro de 251 reféns.

Em resposta, a ofensiva israelense causou 62.064 mortes em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde local.

Recentemente, a Defesa Civil de Gaza relatou pelo menos 37 mortos em bombardeios, enquanto o Exército israelense alega operar para desmantelar as capacidades militares do Hamas.

A ONU informou que não pôde entregar tendas de campanha a Gaza, que enfrenta uma “fome generalizada” e um cerco israelense.

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