Israel mantém bombardeios pesados na Cidade de Gaza antes de nova ofensiva
A ofensiva militar israelense na Cidade de Gaza se intensifica com bombardeios pesados, enquanto Netanyahu discute planos de tomada do enclave. O governo israelense enfrenta pressão interna e externa em meio a propostas de cessar-fogo e um aumento no número de mortos pela fome.
Exército israelense intensifica bombardeios na Cidade de Gaza enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se prepara para reunião com ministros sobre a tomada da maior cidade do enclave.
Na quarta-feira (20), o exército convocou 60 mil reservistas, indicando continuidade dos planos, mesmo perante crítica internacional. Um oficial militar afirmou que a maioria dos reservistas não atuará em combate e que a estratégia ainda não está finalizada.
A convocação, que pode levar semanas, oferece tempo para que mediadores busquem um cessar-fogo temporário, aceito pelo Hamas, mas sem confirmação oficial de Israel. A proposta inclui:
- 60 dias de cessar-fogo
- Libertação de 10 reféns e 18 corpos
- Libertação de aproximadamente 200 prisioneiros palestinos por Israel
O governo israelense reforça a necessidade de libertação imediata dos 50 reféns restantes, dos quais cerca de 20 podem estar vivos. O plano para tomar a Cidade de Gaza foi aprovado pelo gabinete de segurança, apesar das pressões de aliados e membros da coalizão ultra-direita de Netanyahu.
Na Cidade de Gaza, milhares de palestinos abandonam suas casas devido aos intensos bombardeios. Moradores relatam desafios diários, com um deles afirmando: "A sobrevivência é incerta".
Nas últimas 24 horas, duas pessoas morreram de fome e desnutrição, somando um total de 271 mortos por essas causas, incluindo 112 crianças, desde o início do conflito. Israel contesta os números sobre desnutrição e fome.