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Israel mantém exigência de libertação de ‘todos os reféns’ para trégua em Gaza

Israel reafirma a demanda pela libertação total dos reféns em meio a novas negociações de trégua com o Hamas. Enquanto isso, mediadores esperam a resposta oficial de Jerusalém sobre a proposta de cessar-fogo de 60 dias.

Israel mantém exigência pela libertação de todos os reféns sequestrados em Gaza, afirmou um alto funcionário do governo nesta terça-feira (19).

O Hamas aceitou uma nova proposta de trégua que articula o retorno dos cativos em duas etapas, mas Israel ainda não deu uma resposta oficial.

O Catar se mostrou otimista, considerando a nova proposta "quase idêntica" à anterior, que previa uma trégua de 60 dias e libertação de reféns como passo para um acordo definitivo.

Segundo Mayed al Ansari, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar: “é um ponto positivo”, mas um alto funcionário israelense reiterou que a política de Israel não mudou.

“Estamos na fase final contra o Hamas e não deixaremos nenhum refém para trás”, declarou a fonte.

A proposta, baseada em um plano do enviado americano Steve Witkoff, sugere a libertação de 10 reféns vivos e a devolução de 18 corpos, em troca de um cessar-fogo de 60 dias.

A questão do desarmamento do Hamas será discutida durante o cessar-fogo, conforme o membro do comitê político do Hamas, Izzat al Rishq.

Ministros israelenses de extrema direita advertiram contra concessões ao Hamas, afirmando que Netanyahu não tem mandato para um acordo parcial.

A guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023, resultou em aproximadamente 1.219 mortes em Israel e 62.064 em Gaza, conforme dados oficiais.

O exército israelense busca controlar a Cidade de Gaza e os campos vizinhos, enquanto a Defesa Civil de Gaza reportou 37 mortos em recentes bombardeios.

A ONU alertou sobre a fome generalizada enfrentada pelos habitantes de Gaza, com dificuldades para a entrega de ajuda humanitária.

Com informações da AFP

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