Israel promete seguir com ofensiva em Gaza após bombardeios mais violentos desde o início da trégua
Israel intensifica bombardeios em Gaza, causando mais de 400 mortes, enquanto a promessa de continuar a ofensiva até o retorno dos reféns se torna o foco central. As ações ameaçam desmantelar o cessar-fogo em vigor e complicam as negociações de trégua com o Hamas.
Israel reafirma ofensiva em Gaza nesta terça-feira, 18, buscando o retorno dos reféns após bombardeios que resultaram em mais de 400 mortes. Este foi o ataque mais intenso desde que a trégua com o Hamas começou.
Os ataques colocam em risco o cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro e ameaçam as negociações para prolongar a trégua. Sami Abu Zuhri, dirigente do Hamas, afirma que os massacre israelenses visam minar o acordo de cessar-fogo.
O Hamas acusa Benjamin Netanyahu de sacrificar reféns ao reiniciar a guerra, que começou após um ataque em 7 de outubro de 2023. Entre os mortos estão dirigentes do Hamas, como Essam al Dalis.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 413 pessoas já morreram, e muitas vítimas permanecem sob escombros. Israel alega que os bombardeios são uma resposta à recusa do Hamas em libertar reféns.
Na política israelense, Netanyahu planeja demitir Ronen Bar, diretor da agência Shin Bet, e o partido de extrema direita Poder Judeu voltará à coalizão de governo, após discordar da trégua.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, deixou claro: "Não vamos parar até que todos os reféns tenham retornado". A ofensiva resultou na morte de 1.218 israelenses até agora, enquanto o Hamas sequestrou 251 pessoas em 7 de outubro, 58 permanecendo em cativeiro.
O Hamas afirma que a proposta de troca de reféns apresentada não é aceitável, e Washington é responsabilizado por apoiar a operação israelense. O cenário em Gaza é devastador, com relatos de falta de atendimento médico e muitos mortos.
Um apelo foi feito pela presidência palestina à comunidade internacional para interromper a "agressão" israelense. As negociações de trégua estão paradas, enquanto Israel demanda a desmilitarização total de Gaza para avançar.