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Israel retira indicação de novo embaixador e rebaixa relação após Brasil segurar aval

Israel retira indicação de embaixador no Brasil após impasse diplomático com governo Lula. A decisão evidencia o distanciamento crescente entre os países e a intenção de manter relações em nível inferior.

Governo de Israel retirou a indicação de um novo embaixador em Brasília após impasse com o governo Lula (PT) sobre o diplomata Gali Dagan.

Com essa decisão, o Brasil fica sem representação de alto nível, mantendo as relações em um nível diplomático inferior.

A informação foi confirmada pelo Times of Israel e um funcionário do governo brasileiro. O Ministério de Relações Exteriores israelense declarou que o pedido foi "inexplicavelmente ignorado" pelo governo brasileiro.

O Itamaraty não rejeitou o agrément, mas não respondeu ao pedido, indicando possíveis restrições ou rejeição à indicação.

Esse episódio se insere em um contexto de crescente tensão nas relações bilaterais:

  • Em 2024, Lula foi declarado "persona non grata" por comparar ações militares israelenses à perseguição no Holocausto.
  • O Brasil chamou de volta seu embaixador em Tel Aviv após reprimenda pública ao ex-diplomata.
  • O governo brasileiro deixou a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, IHRA.
  • O Brasil ingressou na ação da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça, acusando genocídio em Gaza.

Para a chancelaria israelense, a postura do Brasil é vista como crítica e hostil desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

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