Israelenses protestam e Hamas rejeita plano de ataque de Netanyahu
O plano de Netanyahu visa avançar a ofensiva militar no Norte de Gaza, mas enfrenta resistência tanto dentro de Israel quanto do Hamas. Protestos em todo o país pedem soluções diplomáticas em vez de ações militares, refletindo a apreensão acerca da segurança dos reféns.
Plano de ataque de Netanyahu em Gaza gera controvérsias em Israel e repúdio do Hamas.
O exército israelense planeja evacuar residências da zona de combate para o sul, preparando fornecimento de tendas e equipamentos a partir de domingo.
O foco será o norte de Gaza, ainda não controlado por Israel, onde parte da população e reféns podem estar. O Hamas critica a operação, chamando-a de “nova onda de genocídio” e uma armadilha encoberta sob pretextos humanitários.
Os recentes planos ofensivos não são bem recebidos nacional e internacionalmente. Pesquisas mostram que a maioria dos israelenses é contra a ofensiva.
Protestos em Tel Aviv reuniram milhares em apoio às famílias dos reféns, clamando por um acordo de paz. Os manifestantes demandaram a prioridade à vida e o resgate imediato dos cativos, enquanto 38 foram presos pela polícia.
Netanyahu advertiu que o fim da guerra sem a derrota do Hamas apenas reforçaria a posição do grupo, colocando a vida dos reféns em risco. O primeiro-ministro reafirmou sua determinação em conquistar Gaza, uma decisão impopular entre os israelenses.
A guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023, resultou na morte de 1.200 israelenses e captura de 362 reféns; mais de 61 mil palestinos morreram durante os ataques subsequentes.
Os conflitos resultaram em uma crise humanitária em Gaza, provocando um grande número de evacuações e destruições no enclave.