Itaú, Banco do Brasil, BTG: veja as perdas dos bancos por causa da decisão de Dino sobre a Lei Magnitsky
Setor bancário brasileiro enfrenta forte desvalorização após decisão do STF que limita aplicação de normas estrangeiras. Investidores temem consequências das sanções dos EUA e incertezas elevam o risco institucional.
Ações de bancos brasileiros desvalorizam na B3, levando a uma perda de R$ 41,3 bilhões em valor de mercado.
O setor bancário sofreu devido a uma decisão do ministro do STF, Flávio Dino, envolvendo a Lei Magnitsky, que impõe sanções dos EUA. A decisão limitou a aplicação automática de normas estrangeiras no Brasil e gerou incertezas sobre como os bancos devem se adequar.
Após a decisão de Dino na segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA reiterou que sanções não são anuladas por tribunais estrangeiros, intensificando o receio de investidores.
Na terça-feira, o Ibovespa caiu 2,1%, com os bancos enfrentando quedas acentuadas:
- Decisão define que normas internacionais precisam de consulta ao STF.
- Risco de sanções pode afetar operações de bancos com os EUA.
- Dólar teve alta de 1,19%, fechando a R$ 5,4993.
Analistas destacam que a situação é preocupante e pode desestimular investimentos. A incerteza sobre como cumprir as leis cria um dilema para os bancos: seguir a decisão do STF ou arriscar retaliações dos EUA.
Para o especialista Rafael Passos, a escalada de tensões institucionais tem reflexos diretos nos ativos financeiros. Já Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, menciona que a retórica aumentará o risco-país.
Consequências potenciais:
- Possíveis sanções podem levar à exclusão dos bancos brasileiros do mercado internacional.
- Incertezas podem impactar negócios e operações financeiras, incluindo cartões de crédito e plataformas de pagamento.
A situação exige cautela e um entendimento mais claro sobre as diretrizes da Lei Magnitsky e suas repercussões nas instituições financeiras brasileiras.