J.D. Vance queria adiar ataque aos houthis, mostram mensagens
Vice-presidente dos EUA expressa preocupações sobre ataques aéreos contra os houthis em mensagens vazadas. Discussões revelam dilemas estratégicos, econômicos e a necessidade de um alinhamento claro na comunicação da operação.
Vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, quis adiar por 1 mês os ataques aéreos contra os houthis em 15 de março, conforme mensagens vazadas do governo Trump.
A informação foi divulgada pela revista The Atlantic em 26 de março de 2025, após seu editor-chefe, Jeffrey Goldberg, ser incluído no grupo por engano.
Vance expressou preocupações sobre os impactos estratégicos e econômicos do ataque, ressaltando que apenas 3% do comércio dos EUA passa pelo canal de Suez, em contraste aos 40% do comércio europeu.
O canal de Suez é uma rota crucial para o comércio global, impactada pelos ataques dos houthis. Aumento nos preços do petróleo e contradições na política externa de Trump em relação à Europa também foram levantados.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, indicou que um adiamento não seria prejudicial e poderia ajudar a identificar melhores formas de monitorar os houthis.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, concordou com as preocupações de Vance, entretanto, alertou sobre os riscos de um adiamento, como vazamentos e ações de Israel.
Hegseth afirmou que a decisão deve focar na falha do ex-presidente Joe Biden e no financiamento do Irã aos houthis. Vance concordou e pediu por uma comunicação coesa sobre a operação.
Hegseth compartilhou horários exatos das decolagens de jatos dos EUA, inclusive de caças F-18 e drones MQ-9, info essa que, se vazada, poderia comprometer a segurança dos soldados.
Veja abaixo os prints das mensagens:
Mensagens sobre ataque dos EUA contra os houthis