Janja realoca integrante de sua ‘equipe informal’ com Gleisi para driblar trocas de Sidônio Palmeira
Janja mantém integrante de sua equipe em cargo no governo para evitar demissões após mudanças na Secom. A realocação de Juliana Aporta Gaspar reflete a estratégia da primeira-dama em preservar aliados frente à nova gestão de Sidônio Palmeira.
Primeira-dama, Rosângela da Silva (Janja), realocou Juliana Aporta Gaspar na Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para blindá-la de mudanças na Secretaria de Comunicação Social (Secom), onde Sidônio Palmeira assumiu.
Juliana, que viajava frequentemente com Janja, foi coordenadora de Redes Digitais na Secom e agora atuará como "Diretora de Programa", ainda não oficialmente nomeada.
A SRI informou que Juliana está em processo de transferência para assessoramento no Conselhão. A Secom confirmou a mudança, destacando que ela já participa de reuniões do novo cargo.
Juliana foi designada para a Secom em janeiro de 2023, mas sua função foi alterada em dezembro, com a prorrogação para eventos do G20, Brics e COP30. Apesar da nova nomeação, ela não está na equipe desde o G20.
A chegada de Sidônio à Secom provocou exonerações na equipe de Janja. Três integrantes foram demitidos, enquanto Juliana e Marcele Rodrigues foram realocadas para outras funções.
Janja conseguiu acomodar Juliana novamente devido à proximidade com a ministra Gleisi Hoffmann, que apoia a ideia de um "cargo honorífico" para a primeira-dama.
A equipe de Janja, composta por 12 integrantes, custava aproximadamente R$ 160 mil mensais, com gastos de R$ 1,2 milhão em viagens desde o início do mandato de Lula. Janja, sem cargo oficial, criticou em entrevistas a falta de um gabinete formal para a primeira-dama, mencionando os custos pessoais que enfrenta.