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Juíza dos EUA decide que Utah deve desenhar novo mapa eleitoral, em revés para republicanos

Decisão judicial em Utah exige redesenho de distritos eleitorais para as eleições de 2026. A medida visa combater o gerrymandering e restaurar a igualdade na representação política.

Uma juíza de Utah ordenou que os deputados do estado desenhem um novo mapa dos distritos eleitorais antes das eleições de meio de mandato de 2026.

A decisão ocorreu porque o mapa atual, criado em 2021, viola uma medida aprovada pelos eleitores que proíbe a criação de distritos para favorecer partidos.

O mapa atual divide um reduto democrata em quatro distritos com mais eleitores republicanos, caracterizando a prática de gerrymandering. Este processo visa criar maiorias artificiais e eleger deputados que normalmente não venceriam.

Diferentemente do Brasil, onde não há divisão geográfica para o voto em deputados federais, nos EUA, os membros da Câmara representam distritos específicos.

Uma medida de 2018 instaurou uma comissão independente em Utah para recomendar mapas eleitorais, evitando o gerrymandering. A juíza Dianna M. Gibson afirmou que a legislatura estadual ultrapassou seus limites ao aprovar o novo mapa em 2021.

Em sua decisão, a juíza destacou que o mapa atual “é o fruto de uma revogação ilegal”, e o Comitê Nacional Democrata celebrou sua decisão. Já os republicanos planejam recorrer à Suprema Corte.

Desde 2018, nenhum democrata foi eleito à Câmara dos EUA por Utah. Contudo, o redistracionamento impacta a batalha nacional pela controle da Câmara.

Partidos em outros estados, como Texas e Califórnia, também estão redesenhando seus mapas eleitorais para favorecer suas candidaturas. Isso é crucial, pois os republicanos têm uma maioria estreita na Câmara.

Historicamente, as midterms tendem a favorecer o partido fora do poder na Casa Branca, e isso pode afetar o controle no próximo ano.

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