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Juro deve permanecer nesse patamar restritivo por um período prolongado, diz Galípolo

Galipolo destaca a necessidade de manutenção da Selic em 15% ao ano devido à lenta convergência da inflação à meta. Ele avalia que a comunicação é essencial para a eficácia da política monetária e comenta sobre a resiliência da economia brasileira.

Gabriel Galipolo, presidente do Banco Central, anunciou que a convergência da inflação à meta está em andamento, mas de forma lenta, o que resultou na decisão de manter a Selic em 15,00% ao ano.

Em sua palestra na abertura do 33º Congresso e Expo Fenabrave, ele destacou que a taxa de juros precisa permanecer em um patamar restritivo devido ao descumprimento da meta de inflação.

Galipolo comentou sobre a evolução da taxa de juros desde 2023, ressaltando que a Selic está em nível restritivo, tanto na série histórica do Banco Central quanto em comparação com outros países.

As expectativas mostram que a convergência é lenta, o que justifica a política monetária restritiva. “A comunicação é fundamental na política monetária”, afirmou Galipolo.

Ele alertou que, com a inflação crescente, a política monetária perde força, mesmo com juros altos. A taxa nominal no Brasil é de 15%, mas a inflação diminui a taxa real, reduzindo o impacto da política monetária.

Galipolo mencionou que, em 2024, a inflação deverá ultrapassar 4,8%, levando à necessidade de justificar o não cumprimento da meta. Ele também relembrou a transição para a meta contínua, onde o BC analisará a inflação mês a mês.

O presidente do BC também abordou a resiliência da economia brasileira, citando a dificuldade em explicar o crescimento do PIB mesmo com juros altos e a necessidade de entender a eficácia da política monetária.

Ele destacou a importância da política fiscal no estímulo ao crescimento econômico e observou que o desemprego está em um mínimo histórico de 5,7%, o que contribui para a demanda forte, mesmo sob juros restritivos.

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