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Juros do novo consignado privado ficam acima do antigo e governo muda tom da comunicação

Governo Lula gera surpresa com rápida concessão de crédito consignado, liberando R$ 2,8 bilhões em empréstimos em apenas duas semanas. Medidas de comunicação enfatizam a importância da comparação de taxas e da educação financeira para evitar endividamento excessivo.

Governo Lula fez mudanças na comunicação do empréstimo consignado privado devido à concessão de crédito acima do esperado.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, até as 17h, foram liberados R$ 2,8 bilhões em empréstimos para mais de 452 mil trabalhadores.

O novo comunicado traz a mensagem: “O Governo Federal recomenda atenção às taxas antes da contratação”. Também orienta a comparar taxas de juros e priorizar o uso do crédito para quitar dívidas.

Bancos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil estão oferecendo taxas mais baixas.

O MTE parou de divulgar o número de simulações realizadas. Em março, foram 64,7 milhões de simulações.

Foram firmados 453,4 mil contratos com parcela média de R$ 349,20 e valor médio do crédito de R$ 6.240,57.

O governo identificou taxas acima de 3,5% ao mês por algumas instituições financeiras. A média está acima de 3% ao mês, sendo mais buscada por pessoas “negativadas”.

A taxa média do consignado anterior era de 2,92%, com menor perfil de risco. A nova taxa deve ser maior que a antiga, mas menor que a do crédito direto ao consumidor.

O ritmo de concessão de crédito superou expectativas: R$ 3 bilhões em duas semanas, comparado a R$ 40 bilhões em 20 anos.

Grandes bancos anteciparam a participação no programa e já detêm 60% dos empréstimos concedidos. O volume deve crescer com a entrada desses players.

Influenciadores digitais têm alertado sobre o risco do consignado, com taxas de empréstimo acima de 3% ao mês.

O governo planeja lançar cartilhas e vídeos para educação financeira, semelhante ao programa Desenrola.

O programa, chamado de “Crédito ao Trabalhador”, está ligado às apostas para reeleição de Lula em 2026, apesar das negações de caráter eleitoreiro.

A ministra Gleisi Hoffmann se referiu ao programa como “Empréstimo do Lula”, o que gerou controvérsia.

O ministro Luiz Marinho havia prometido uma coletiva sobre o consignado, mas o governo decidiu não realizar o evento nesse momento.

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