Juros futuros recuam com perspectiva para juros no Brasil e nos EUA em foco
Taxas dos DIs apresentam leve queda, refletindo expectativas de juros mais baixos em meio à redução das projeções de inflação. O cenário global, influenciado por possíveis cortes de juros nos EUA, anima os investidores brasileiros.
Taxas dos DIs fecham em leve baixa nesta segunda-feira, ampliando as perdas da sessão anterior.
Investidores ponderam sobre a política monetária do Federal Reserve e as projeções para a Selic, resultando na redução das expectativas de inflação no mercado doméstico.
No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 13,915%, em comparação ao ajuste anterior de 13,959%. Para janeiro de 2028, a taxa foi de 13,23%, em baixa de 6 pontos-base.
- Janeiro 2031: 13,56%, queda de 7 pontos.
- Janeiro 2033: 13,75%, frente a 13,807%.
Na sexta-feira, as taxas futuras caíram após o chair do Fed, Jerome Powell, sugerir a possibilidade de cortes nos juros a partir de setembro.
Powell destacou riscos crescentes para o mercado de trabalho dos EUA e pediu cautela para aguardar mais dados.
A percepção é que um corte nos juros dos EUA pode levar a outros bancos centrais, como o do Brasil, a também reduzi-los, derrubando as taxas futuras.
Uma nova pesquisa Focus mostrou queda nas expectativas de inflação no Brasil. Para 2025, a alta do IPCA foi ajustada para 4,86%, de 4,95%, e para 2026, a projeção caiu para 4,33%, de 4,40%.
Essas expectativas ainda estão acima do teto da meta do BC, que é 3% (com margem de 1,5 ponto percentual).
Um cenário de desaceleração da inflação poderia permitir a redução da Selic, atualmente em 15%. Amanhã, o foco será a divulgação dos dados do IPCA-15 de agosto.
Analistas do BTG Pactual esperam uma melhora na dinâmica da inflação com os números do IPCA-15.