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Juros futuros sobem com IPCA-15 cima do esperado e tensão entre Trump e Fed

A alta nos juros futuros reflete a preocupação do mercado com a inflação e a pressão sobre o setor de serviços. A tensão política nos EUA também impacta negativamente as expectativas econômicas locais.

Juros futuros avançaram no pregão desta terça-feira, concentrando-se no miolo da curva a termo.

Esse movimento se deu após o resultado acima do esperado do IPCA-15 de agosto, o que diminuiu as expectativas de cortes de juros no próximo ciclo do Banco Central, previsto para início entre o fim deste ano e começo do próximo.

O ambiente externo também influenciou, com alta das taxas dos Treasuries de longo prazo, em meio a tensões entre Donald Trump e o Federal Reserve (Fed).

  • Taxa do DI com vencimento em janeiro de 2026: 14,895% (alta de 14,885%)
  • Taxa do DI de janeiro de 2027: 13,975% (alta de 13,915%)
  • Taxa do DI de janeiro de 2029: 13,245% (alta de 13,20%)
  • Taxa do DI de janeiro de 2031: 13,585% (alta de 13,56%)

Esse movimento negativo anulou o alívio da véspera, surgindo novas preocupações com a inflação. O IPCA-15 teve deflação de 0,14%, acima da queda esperada de 0,22%, com núcleos pressionados e setor de serviços aquecido.

Andrea Angelo, da Warren Investimentos, apontou que a leitura do IPCA-15 foi negativa, revisando a expectativa para uma deflação de 0,17%. Flávio Serrano, do Banco Bmg, também ressaltou a resistência dos preços nos serviços, argumentando que ainda não há espaço para cortes de juros, previstos apenas para 2025-2026.

No cenário internacional, Trump tentou destituir Lisa Cook do Fed devido a um suposto envolvimento em fraude imobiliária, gerando incerteza sobre a credibilidade da autoridade monetária. Trump reafirmou sua intenção de demitir Cook, que contestará a ação na Justiça.

Apesar de uma leve melhora nos mercados americanos, as taxas no Brasil continuaram pressionadas, com o rendimento do T-bond de 30 anos subindo de 4,890% para 4,924%.

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