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Khamenei denuncia que EUA querem Irã ‘obediente’ e que aceite exigências americanas

Khamenei reafirma oposição às exigências dos EUA e descarta negociações diretas. O líder iraniano defende a soberania do país e critica a tentativa americana de criar divisões internas.

Ali Khamenei, líder supremo do Irã, denunciou neste domingo (24) os Estados Unidos por querer um Irã “obediente” que aceite suas exigências. Ele afirmou que o país se oporá a isso e descartou que negociações diretas com Washington possam resolver as tensões.

Khamenei, durante cerimônia em Teerã, destacou que o governo de Donald Trump revelou seu verdadeiro objetivo: forçar o Irã a obedecer. Ele asseverou que a nação islâmica, com sua “história, dignidade e grandeza”, nunca será subjugada e enfrentará com força quem tentarem impor tais condições.

O líder iraniano rejeitou apelos internos para negociações diretas com os EUA sobre o programa nuclear e alertou que as hostilidades americanas são insolúveis. “Aqueles que sugerem negociações só enxergam as aparências”, afirmou.

Khamenei comentou que, após a recente resistência do povo iraniano na guerra de junho, ficou claro que não é possível dobrar a nação. Ele também mencionou que os EUA tentam agora criar divisões internas e enfatizou a necessidade de coesão interna.

A declaração ocorre após pedidos da Frente de Reformas e figuras próximas para mudanças estruturais no país, incluindo a aceitação de exigências do Ocidente para suspender o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções.

Irã e EUA já realizaram cinco rodadas de negociações nucleares indiretas, que foram interrompidas devido à insistência de Teerã em seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos. Em resposta, Washington bombardeou instalações nucleares no Irã, o que o país considerou uma traição à diplomacia.

Com informações da EFE
Publicado por Nátaly Tenório

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