Lavagem digital: investigações já apontavam usos de fintechs para movimentar dinheiro de fações criminosas
Operação investiga lavagem de dinheiro e ligação do PCC com fintechs em esquema bilionário. Mandados de prisão e busca são cumpridos em sete estados, revelando a utilização de tecnologias para ocultar atividades criminosas.
1.400 agentes cumprem mandados de prisão e busca e apreensão em sete estados do Brasil na Operação Carbono Oculto.
A ação investiga um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, que utiliza gestoras e fintechs para lavagem de dinheiro.
Três fintechs identificadas na operação promovem campanhas nas redes sociais, atraindo clientes com promessas de liberdade financeira e acesso facilitado a serviços bancários.
Investigadores revelam que as startups estão ligadas ao PCC e ao Comando Vermelho (CV), movimentando cerca de R$ 28,2 bilhões nos últimos seis anos, oriundos de tráfico de drogas e armas.
O Banco Central afirma estar aprimorando a regulação para evitar ações criminosas, enquanto o uso de fintechs se tornou uma nova estratégia para lavagem de dinheiro.
Estudos mostram que criminosos utilizam métodos como:
- Fracionamento de transações;
- Conversão em criptomoedas;
- Abertura de contas de laranja;
- Empréstimos fraudulentos.
Uma técnica chamada “contas bolsão” permite que empresários se desvinculem de suas contas, protegendo seus ativos contra bloqueios judiciais.
Em 2025, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) registrou um volume recorde de comunicações suspeitas relacionadas a fintechs, superando anos anteriores.