Leia as 5 principais notícias do mercado desta 6ª feira
Mercados dos EUA mostram leve queda enquanto investidores avaliam novas tarifas de Trump. Canada se prepara para retaliar e aguarda impacto das medidas comerciais na economia.
Índices futuros das bolsas dos EUA têm leve queda nesta sexta-feira (28.mar.2025), com a cautela dos investidores diante de dados de inflação e novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o Canadá considera todas as opções em resposta às tarifas e declarou que a relação econômica com os EUA chegou ao fim.
Às 7h50 de Brasília:
- Futuros do Dow Jones: -0,01%
- Futuros do S&P 500: -0,04%
- Futuros do Nasdaq 100: -0,11%
Os principais índices de Wall Street fecharam em queda, mesmo com a redução de perdas após o anúncio de tarifas de 25% para o setor automotivo. As tarifas entraram em vigor em 3 de abril para carros e picapes, e em 3 de maio para autopeças.
Analistas da Vital Knowledge comentaram que os investidores mantêm a confiança de que a agenda comercial não será tão severa.
A agenda econômica destaca a divulgação de um indicador de inflação, com previsão de repetição dos resultados de janeiro. Expectativas indicam aceleração leve no núcleo da inflação.
Trump afirmou que sua política tarifária pode reacender pressões inflacionárias e prejudicar a economia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros estável, citando incertezas.
O Canadá espera até a próxima semana para responder às tarifas, e Carney sinalizou que a resposta terá impacto máximo nos EUA e mínimo em seu país.
Ouro alcançou nova máxima histórica, refletindo a busca por ativos de proteção, e os preços do petróleo caem levemente, mas acumulam alta.
O mercado local aguarda dados do IGP-M nesta sexta-feira, com a última alta registrada em 1,06% em fevereiro. Economistas projetam o IGP-M de 2025 em 5,62%.
A desaceleração do IPCA-15, vista como prévia da inflação oficial, foi de 0,64% em março, abaixo das expectativas. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou sobre o novo programa de crédito consignado.
As apostas para um ajuste de 75 pontos-base na Selic em maio aumentam, refletindo as divisões do mercado.