Leia as condições de Moraes para domiciliar da mulher do “perdeu, mané”
Débora Rodrigues, que pichou a estátua da Justiça, agora cumpre prisão domiciliar com restrições. A decisão do STF ocorre enquanto o julgamento de sua condenação prossegue e suscita o interesse do PL para as eleições de 2026.
Débora Rodrigues, que pichou a estátua da Justiça com a frase “perdeu, mané”, foi transferida para prisão domiciliar na noite de 28 de março de 2025. A decisão foi do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que impôs medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de redes sociais.
A Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou a medida para que a cabeleireira de 39 anos acompanhe o julgamento em casa. A defesa argumentou que o pedido de vista do ministro Luiz Fux atrasou a análise. Moraes aceitou a mudança para prisão domiciliar, mas a defesa teve o pedido negado.
Débora estava anteriormente presa no Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, SP. Caso descumpra alguma medida, a prisão domiciliar poderá ser revogada.
O PL (Partido Liberal) considera lançar Débora como candidata nas eleições de 2026. O líder do partido, Sóstenes Cavalcante, confirmou o interesse pela filiação.
Débora é ré por pichar a estátua durante os atos de 8 de janeiro. Ela se tornou ré no STF em agosto de 2024, enfrentando uma possível condenação de 14 anos de prisão.
O relator acredita que as ações de Débora contribuíram para atos antidemocráticos e que sua acusação se enquadra na modalidade "multitudinária", onde a responsabilidade penal é compartilhada.
A mulher está presa desde 17 de março de 2023, após a 8ª fase da operação Lesa Pátria, que visava participantes dos eventos do 8 de janeiro. A acusação inclui crimes similares a outros réus envolvidos tentativas de golpe de Estado.