Leilão da Faria Lima gira R$ 1,7 bi com grandes empresas, mas insegurança jurídica deixa outras fora
Leilão de Cepacs na Faria Lima registra arrecadação recorde de R$ 1,668 bilhão, apesar da insegurança jurídica que afastou alguns investidores. Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, considera resultado positivo, mas aponta que poderia ter sido melhor sem os entraves legais.
Leilão de Cepacs para a Operação Urbana Faria Lima ocorreu em 19 de setembro, reunindo grandes incorporadoras como JHSF, Even, HBR, e Jacarandá Capital. Algumas ficaram de fora devido à insegurança jurídica.
A JHSF planeja usar os títulos para expandir o Shops Faria Lima, com inauguração prevista em dois anos. A HBR comprou 1,8 mil Cepacs por aproximadamente R$ 32 milhões para um prédio na Rua Chipre.
A Jacarandá pretende desenvolver um complexo na região do Largo da Batata. A Even e RFM estão focadas em residencial de alto padrão, enquanto a São José comprou títulos para regularizar o residencial Saint Barths.
No total, foram vendidos 94,8 mil títulos, representando 57,6% da oferta, com arrecadação de R$ 1,668 bilhão, o maior valor já registrado para leilões desse tipo em São Paulo.
A Ágora liderou as compras, movimentando R$ 666 milhões, seguida por Genial e BTG Pactual.
A insegurança jurídica influenciou a participação dos investidores, segundo especialistas. A liminar que suspendeu um bônus de construção foi suspensa um dia antes do leilão, mas isso afetou a confiança no processo.
O prefeito Ricardo Nunes considerou o resultado positivo, apesar da ausência de ágio e das sobras de títulos. Ele criticou o MP pela contestação da legislação que foi aprovada anteriormente.
O diretor do BB-BI, Geraldo Morete, elogiou o leilão e expressou interesse em futuros contratos de Cepacs com outras prefeituras.