Leilão prevê investimentos de R$ 7,6 bi e deve reforçar linhas de transmissão do Nordeste, Rio Grande do Sul e Paraná
Leilão de linhas de transmissão em outubro promete investimentos de R$ 7,67 bilhões para reforçar a infraestrutura elétrica do Brasil. A expansão visa solucionar riscos de apagões e acomodar o crescimento das fontes renováveis, especialmente no Nordeste.
Setor de transmissão de energia no Brasil aguarda leilão em outubro. O evento licitará 11 lotes em 13 estados, com investimentos de R$ 7,67 bilhões. O objetivo é reforçar linhas de transmissão do Nordeste e sistemas no Rio Grande do Sul e Paraná após enchentes do ano passado.
Prevê-se a construção de 1.178 km de novas linhas. Até 2034, está projetado investimento de R$ 128,6 bilhões para 30 mil quilômetros de linhas, conforme o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE). O presidente da Abrate, Mário Miranda, indicou que 90% dos projetos já estão em fase de licitação.
O leilão ocorre em meio a gargalos na infraestrutura. Relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alerta sobre riscos de apagões em 11 estados, incluindo Bahia, Goiás, Mato Grosso e São Paulo.
A expansão das fontes renováveis, particularmente eólica e solar, amplia o risco de sobrecarga. O Nordeste se torna um exportador de energia, mas enfrenta cortes de geração devido a excessos na oferta.
O Ministério de Minas e Energia planeja estudo para incorporar hidrogênio na matriz energética do Nordeste até dezembro de 2025. O presidente da Delta Energia, Luiz Fernando Vianna, positivamente analisa o leilão de outubro, mas destaca que melhorias significativas só ocorrerão em um futuro leilão em 2030.
Entraves jurídicos podem atrasar o leilão dos lotes cujo processo de caducidade foi recomendado pela Aneel. O advogado Fabiano Gallo acredita que o leilão ocorrerá, apesar da possibilidade de disputas judiciais por parte das empresas.