Líder da direita na França, Le Pen é condenada e fica inelegível
Marine Le Pen e outros ex-eurodeputados foram condenados por desvio de fundos do Parlamento Europeu, utilizando contratos fictícios para fomentar as atividades do Reagrupamento Nacional. As sentenças ainda serão divulgadas, mas todos enfrentarão inelegibilidade e podem impactar suas futuras candidaturas nas eleições de 2027.
Marine Le Pen, líder do partido Reagrupamento Nacional, foi considerada culpada junto a outros 8 ex-eurodeputados por desvio de fundos do Parlamento Europeu. A decisão ocorreu em 31 de março de 2025.
Le Pen e 24 outros indivíduos foram acusados de usar indevidamente cerca de 3 milhões de euros do Parlamento, pagando funcionários que deveriam trabalhar para o partido entre 2012 e 2016.
A presidente do Tribunal, Bénédicte de Perthuis, revelou que existia um “sistema” de contratos fictícios e que as pessoas estavam efetivamente trabalhando para o partido sem tarefas atribuídas pelos deputados.
Le Pen e os outros condenados foram penalizados com inelegibilidade. Ela deixou o Tribunal antes do término do julgamento.
Com 36% das intenções de voto nas pesquisas para a presidência em 2027, Le Pen pode ser substituída por Jordan Bardella, atual presidente do partido, se for barrada do pleito.
- 90% dos apoiadores desejam Bardella como candidato.
- 87% apoiam uma candidatura de Le Pen.
- 60% antecipam a candidatura de Bardella caso Le Pen seja condenada.
Bardella, de 29 anos, é visto como um candidato de continuidade, mas enfrenta dificuldades para consolidar o partido como uma alternativa governante, apesar dos bons resultados eleitorais.
A maior ameaça para a liderança da direita é Édouard Philippe (Horizontes), atual prefeito de Le Havre, com 25% das intenções de voto. Outros candidatos incluem Jean-Luc Mélenchon (França Insubmissa) com 12% e Éric Zemmour (Reconquista).
Emmanuel Macron não pode concorrer novamente em 2027, pois está em seu 2º mandato consecutivo.