Líder do Irã diz que país resistirá a pressões dos EUA
Khamenei reafirma a resistência do Irã às pressões dos EUA e critica os defensores do diálogo. Enquanto isso, negociações nucleares com potências europeias estão prestes a recomeçar, após um período de suspensão.
Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou que o povo iraniano resistirá às exigências dos Estados Unidos para que o país seja “obediente”. A declaração ocorreu em 24 de agosto de 2025, dia em que o Irã aceitou retomar negociações nucleares com potências europeias.
Khamenei, em um evento religioso, disse: “Eles querem que o Irã seja obediente aos Estados Unidos. A nação iraniana se posicionará com todo o seu poder contra essas expectativas tão errôneas.” Ele criticou também defensores do diálogo direto com os EUA, considerando a questão “insolúvel”.
No dia 22 de agosto, Irã e potências europeias decidiram reiniciar diálogos sobre o programa nuclear, com início previsto para 26 de agosto. O diálogo havia sido suspenso após bombardeios dos EUA e Israel a instalações nucleares iranianas em junho.
França, Reino Unido e Alemanha ameaçam reativar sanções da ONU caso o Irã não coopere. Em 2015, o Irã firmou um acordo para reduzir suas atividades nucleares em troca do alívio de sanções, mas os EUA, sob a presidência de Donald Trump, se retiraram em 2018 e reimpuseram restrições.
Khamenei também acusou “agentes da América e do regime sionista” de tentarem semear divisão no país e pediu união contra os EUA.
As potências ocidentais alegam que o Irã busca armar-se nuclearmente, o que Teerã nega, afirmando que seu programa é para fins civis.