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Líder supremo do Irã critica ameaças de Trump e fala em retaliação

Khamenei reafirma a posição do Irã em resposta às ameaças dos EUA e ressalta a influência ocidental nos protestos internos. Autoridades iranianas rejeitam negociações diretas e afirmam estarem dispostas a diálogo indireto.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou nesta 2ª feira (31.mar.2025) que ataques ao Irã serão respondidos com força, após ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de bombardear o país caso não aceite negociar seu programa nuclear.

Khamenei afirmou: “Eles ameaçam nos atacar... se cometerem qualquer travessura, certamente receberão um forte golpe recíproco“. A declaração foi feita durante o Eid al-Fitr, que celebra o fim do Ramadã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, também criticou Trump, classificando sua ameaça de bombardeio como uma afronta à paz internacional.

Khamenei ainda abordou os protestos recentes no Irã, atribuindo a agitação ao Ocidente. “Se estão pensando em causar sedição, o povo iraniano lidará com eles“, ressaltou.

A tensão entre Irã e EUA aumentou em 7 de março, quando Trump pediu negociações nucleares em carta a Khamenei, ameaçando ação militar caso o Irã não aceitasse dialogar. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reiterou que Teerã não negociará diretamente com Washington, mas está aberto a diálogos indiretos.

Desde janeiro de 2025, Trump tem reapresentado sua política de “pressão máxima” sobre o Irã, após retirar os EUA do acordo nuclear de 2015. A retirada levou o Irã a ultrapassar os limites de enriquecimento de urânio estabelecidos no acordo.

O programa nuclear iraniano preocupa os países ocidentais, que temem que Teerã desenvolva armas nucleares, o que é negado pelo governo iraniano, que afirma ter fins civis.

A crescente tensão entre Washington e Teerã gera preocupação na comunidade internacional, especialmente devido ao aumento das hostilidades no Oriente Médio, incluindo a guerra em Gaza e ataques de rebeldes Houthi no Mar Vermelho, apoiados pelo Irã.

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