Livrarias crescem, apesar do e-commerce
A expansão das livrarias de médio porte no Brasil reflete um aumento no interesse pela leitura, especialmente entre os jovens. Com faturamentos em alta e foco em eventos e interações nas redes sociais, o setor busca capitalizar sobre a demanda aquecida.
Livrarias de médio porte estão em expansão no Brasil, mesmo diante da concorrência de plataformas digitais como a Amazon.
A Livraria da Travessa faturou R$ 125 milhões em 2022 e projeta R$ 140 milhões até 2025. A Livraria da Vila cresceu 24,5% em 2024 e terá 25 unidades até o final do ano, após novas inaugurações.
A CEO da Livraria da Vila, Eliana Menegucci, afirma que o mercado livreiro está aquecido, com 2.972 livrarias no Brasil para 5.571 municípios. O faturamento do varejo de livros cresceu 9,93% entre janeiro e julho de 2025, alcançando R$ 1,65 bilhão.
O presidente da Snel, Dante Cid, atribui o crescimento à popularidade dos livros de colorir e à influência de vídeos de influenciadores nas redes sociais.
Ambas as livrarias estão aproveitando essa tendência, criando espaços dedicados aos livros populares nas redes sociais. O interesse pela leitura é crescente entre os jovens, e eventos promovidos pelas livrarias impulsionam a demanda.
Na Travessa, 80% do faturamento vem de vendas de livros, enquanto na Livraria da Vila o índice é de 75%. A maior parte das vendas ainda é feita nas lojas físicas, com apenas 7% realizadas on-line.
De acordo com a Câmara Brasileira do Livro, em 2024, livrarias virtuais representaram 33,6% do faturamento do setor, enquanto livrarias físicas e seus e-commerces somaram 27,7%.
Expectativas para o futuro: Aprovada a Lei Cortez (PLS 49/2015), que visa estabelecer um preço fixo para livros, pode fortalecer as livrarias de menor porte e proteger a diversidade cultural no mercado.