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Loja de roupa é o setor que mais perdeu mão de obra em cinco anos, segundo a FecomércioSP

O setor de vestuário enfrenta dificuldades na recuperação de empregos após a pandemia, com 11 mil vagas a menos até 2025. Em contrapartida, supermercados se destacam na geração de novas oportunidades, adicionando 32 mil postos de trabalho no mesmo período.

Varejo de vestuário e acessórios enfrenta dificuldades na recuperação de empregos após a pandemia, com 11 mil vagas a menos de 2020 a 2025.

Supermercados destacam-se como os que mais cresceram, com 32 mil novos postos de trabalho no mesmo período, segundo pesquisa da FecomércioSP.

O estudo revela que, durante a crise, as famílias priorizaram gastos com bens essenciais, mudando a estrutura de consumo no Brasil.

Thiago Carvalho, assessor da Fecomércio, observa que a geração de empregos está atrelada às vendas. Em 2020, o volume de vendas do varejo de vestuário em SP caiu 28%.

Além do setor de vestuário, eletrodomésticos e lojas de departamento também foram impactados. Dos 78 segmentos do varejo paulista, 16 têm menos trabalhadores do que no início de 2020.

A queda de consumidores e fechamentos de lojas, especialmente no início da pandemia, explicam parte da situação. Também houve um aumento da informalidade, com 86% de crescimento nos cadastros de MEI entre 2019 e 2024.

Apesar disso, Carvalho não liga a perda de mão de obra à pejotização, mas sim à rentabilidade e dificuldades financeiras.

No setor livreiro, houve uma transformação, onde pequenos varejistas estão se destacando em meio ao fechamento de grandes livrarias.

Os setores com maior aumento de vagas desde 2020 são, em sua maioria, ligados à alimentação. Os supermercados cresceram em faturamento, apresentando aumentos de 5,2% em 2020, e continuaram crescendo nos anos seguintes.

Além disso, enfrentam 357 mil vagas abertas no país, mas continuam investindo e abrindo novas lojas.

As redes de supermercado implementam inovações, como caixas automáticos, para manter a competitividade.

A FecomercioSP recomenda que empresários em dificuldades migrem para o digital, utilizando redes sociais e WhatsApp.

Carvalho destaca que a situação macroeconômica, como inflação e alta de juros, é uma preocupação para os empresários, fundamental para garantir segurança nos investimentos.

O momento atual é de crescimento econômico, mas Carvalho alerta que isso pode não ser sustentável a longo prazo.

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