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Lucro do Banco do Brasil cai 60% e chega a R$ 3,8 bi com alta na inadimplência de pessoa física e do agro

Queda acentuada no lucro do Banco do Brasil reflete aumento na inadimplência e novas exigências regulatórias. Provisão para perdas esperadas cresceu significativamente, impactando o desempenho financeiro do segundo trimestre.

Banco do Brasil reporta um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2023.

Esse resultado é 60% menor em comparação ao mesmo período do ano passado e abaixo das expectativas de analistas da Bloomberg, que projetavam R$ 5 bilhões.

O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) caiu para 8,4%, frente aos 21,6% de um ano atrás.

A carteira de crédito alcançou R$ 1,3 trilhão, com crescimento de 11,2% em um ano e 1,3% em relação a março de 2025.

A queda no lucro é atribuída ao aumento na provisão de perdas esperadas (PDD), totalizando R$ 15,9 bilhões, um aumento de 104% em relação ao ano anterior.

Os principais fatores para essa provisão incluem:

  • R$ 7,9 bilhões do agronegócio
  • R$ 4,8 bilhões de pessoas físicas
  • R$ 4,3 bilhões de pessoas jurídicas

A inadimplência total subiu de 3% para 4,21% da carteira, com destaque para o agronegócio, onde 3,49% dos créditos estão com atrasos superiores a 90 dias.

Entre pessoas físicas, a inadimplência aumentou de 4,81% para 5,59% em um ano.

Desde março, o BB já desembolsou mais de R$ 7 bilhões em crédito consignado CLT, com uma participação de mercado de 24%.

A presidenta do BB, Tarciana Medeiros, projeta lucros entre R$ 21 e 25 bilhões para 2025.

Em consequência da piora nos resultados, a diretoria reduziu a estimativa de distribuição de lucros aos acionistas para 30%.

Fundação: 1808 | Funcionários: 85.959 | Principais concorrentes: Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Nubank e Caixa Econômica Federal

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