Lula desembarca no Japão para agenda comercial e diplomática
Lula busca ampliar comércio com Japão e Vietnã em visita diplomática. O presidente irá negociar a abertura dos mercados para carne bovina e suína, além de discutir acordos comerciais entre o Mercosul e o Japão.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Tóquio, Japão, na noite de domingo (23.mar.2025) e ficará até 5ª feira (27.mar).
Após o Japão, Lula viaja para Hanói, Vietnã, com retorno ao Brasil programado para sábado (29.mar).
A visita tem caráter comercial, buscando:
- Abertura dos mercados japonês e vietnamita à carne bovina brasileira;
- Intensificação das negociações para um acordo entre Mercosul e Japão;
- Venda de aeronaves da Embraer.
Lula defenderá o multilateralismo e mostrará que o Brasil mantém diálogo e negócios significativos na Ásia, além da influência da China.
O presidente convidou líderes do Congresso, incluindo Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Em Tóquio, Lula buscará o compromisso de uma missão sanitária japonesa ao Brasil, essencial para liberar a exportação de carne para o Japão. 500 empresários participarão de um fórum, incluindo a JBS.
O Brasil se declara como zona livre de febre aftosa sem vacinação e já possui condições sanitárias adequadas para exportação. Atualmente, o país possui 20% da produção mundial de carne bovina, mas não participa do mercado japonês, que movimenta US$ 4 bilhões anuais.
Lula também pretende ampliar a exportação de carne suína, atualmente restrita a Santa Catarina.
O Mercosul negocia um acordo comercial com o Japão, e o avanço nas conversas pode ser impulsionado pela recente finalização de um acordo com a União Europeia.
Lula convidará o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, para a cúpula do Brics em julho.
Ele será recebido em Estado no Palácio Imperial pelo imperador Naruhito e terá uma reunião bilateral com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba. Esta é a 1ª recepção de Estado do Japão desde 2019.
O Japão é o parceiro comercial mais tradicional do Brasil na Ásia, com US$ 35 bilhões em investimentos e US$ 11 bilhões em fluxo comercial em 2024.