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Lula diz apoiar autonomia integral do Panamá sobre canal, alvo de ameaça de Trump

O Brasil reafirma seu apoio à soberania do Panamá sobre o canal e adere a tratado de neutralidade. Lula critica tentativas de ingerência estrangeira e ressalta a importância do multilateralismo para a região.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou apoio total à soberania do Panamá sobre o canal, que enfrenta ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump. O Brasil se comprometerá com um tratado que assegura a neutralidade do canal.

Lula se encontrou com o presidente panamenho José Raúl Mulino no Palácio do Planalto e destacou que o Panamá, que controla o canal desde 1999, conquistou sua autonomia após anos de luta.

No início do ano, Trump ameaçou retomar o controle do canal, alegando que o governo panamenho favorece empresas chinesas e cobra tarifas altas de companhias americanas. Após visitar o senador Marco Rubio, Mulino anunciou a retirada do Panamá da Nova Rota da Seda.

Lula afirmou: “O Brasil apoia integralmente a soberania do Panamá, que gerencia o corredor marítimo com respeito à neutralidade.” Mulino ressaltou que o canal é regido por um tratado com os EUA e enfatizou a importância da interdependência entre os países.

Ambos os líderes destacaram que a América Latina e o Caribe estão enfrentando um momento crítico, com ameaças à democracia e uso do comércio como instrumento de coerção. Lula citou a resistência panamenha: “Quem semeia bandeiras colhe soberania.”

Sobre o envio de uma frota naval ao Caribe, Lula comentou que o combate ao crime organizado não deve ser pretexto para ameaças ilegais à soberania. Ele também convidou Mulino para a COP-30 em Belém, reiterando a importância da luta contra a mudança climática.

Lula convidou Trump, por meio de uma carta, para discutir a questão climática, em meio à retirada dos EUA do Acordo de Paris. Os presidentes celebraram a venda de quatro caças A-29 SuperTucano para o Panamá, posando com uma miniatura do avião.

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